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1.ª Escola de Formadores em Medicina Interna: «uma experiência bidirecional, de grande integração»

“Em 2021, a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, em colaboração com o Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI), decidiu que 2022 seria o ano do orientador de formação em MI, pela importância de valorizar o assistente hospitalar que despende parte do seu tempo e da sua energia a ensinar os futuros internistas”, começa por explicar António Martins Baptista, diretor da recém-constituída Escola de Formadores em Medicina Interna (EForMI).


António Martins Baptista

Apesar de, nos últimos anos, a SPMI já vir oferecendo vários cursos dirigidos aos orientadores de formação, pretendeu-se criar agora “um formato menos clássico, que assentasse numa lógica bidirecional, de grande interação entre formadores e formandos, gerando uma amizade grande e uma rede que permita que os conceitos se multipliquem pelos contactos de cada um dos participantes”.

O objetivo é também que desta dinâmica de discussão aberta entre formadores e formandos possam resultar dois documentos fruto da opinião dos participantes quanto a duas temáticas – a forma como um serviço de MI deve estar organizado para a formação, questão debatida numa sessão moderada por Lèlita Santos, presidente da SPMI, e as modificações propostas face ao respetivo programa de formação, tratadas numa sessão conduzida por Pedro Cunha, presidente do Colégio da Especialidade de MI.



“Procurámos envolver nesta EForMI os mais altos dignatários da especialidade, para que as ideias dos participantes pudessem ecoar, porque é precisamente esse o formato que esta escola defende – a transmissão de informação não só de formadores para formandos, mas também dos formandos para os formadores”, avança.

Este ideal não se restringiu apenas à componente teórica, tendo sido alargado também à prática, com a realização de role plays em que aqueles que ali estavam como formadores atuaram como internos e os formandos como formadores. Os formatos foram variados, tendo existido ainda momentos teóricos, teórico-práticos, out of the box e workshops, entre outros.

EForMI nasce seguindo modelos da EVerMI e da ESIM

Para explicar a origem da EForMI, António Martins Baptista, internista do Hospital Beatriz Ângelo e responsável pelo internato médico da instituição, precisa de recuar alguns anos, até à data em que foi convidado para dirigir a European School of Internal Medicine (ESIM), posição que ocupou entre 2006 e 2008.



Nesse contexto, acabou por “envolver vários internos portugueses na experiência, que consideraram que aquele era um conceito muito útil, que devia ser reproduzido a nível nacional”. Foi dessa forma que nasceu a Escola de Verão de Medicina Interna (EVerMI), que já vai na 13.ª edição.

Na senda de oferecer instrumentos de apoio ao orientador de formação, além daqueles que já eram disponibilizados pela SPMI, nasceu a EForMI, seguindo os modelos da EVerMI e da ESIM.



Inquéritos aos participantes contribuirão para forma evolutiva da EForMI

Esta 1.ª edição da Escola de Formadores em MI veio ocupar, este ano, uma data muito querida dos internistas portugueses – a que, numa época pré-pandemia, estava reservada ao Congresso Nacional de Medicina Interna. O Luso foi o local selecionado para acolher os 25 participantes, “muitos deles já com experiência na área, que pretendiam complementar a sua formação”, ao longo dos dias 27, 28 e 29 de maio.

Apesar de existirem cerca de 1000 internos da especialidade, “o que poderá levar a crer que haja eventualmente cinco centenas de orientadores de formação”, a opção de abrir esta Escola a um número tão reduzido de participantes visou “garantir a interação pessoal entre todos”, distingue o antigo presidente da SPMI e do respetivo Colégio da Especialidade da OM.



Apesar de os resultados dos inquéritos realizados aos participantes, a fim de recolher o seu feedback quanto a cada um dos formatos do programa, ainda não terem sido levantados, António Martins Baptista nota que “o sentimento geral é de grande satisfação de formadores e formandos, por terem vivido uma experiência muito interativa e de grande companheirismo”.

Consoante as sugestões dos participantes, “a Escola procurará evoluir nesse sentido”.  Para já, fica prometido um regresso no próximo ano.


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