«Auxiliares de ação médica são uma peça fundamental para cuidados de qualidade»

É já no próximo dia 28 de maio que vai decorrer o 4.º Simpósio de Auxiliares de Ação Médica (AAM) do Hospital Beatriz Ângelo (HBA), em Loures. Para Teresa Simões, enfermeira diretora do HBA, “o papel dos AAM deve ser reconhecido e valorizado” ou não fossem “uma peça fundamental na cadeia dos serviços prestados no âmbito dos cuidados de saúde”.

Após um ano de interregno, por causa da pandemia de covid-19, prepara-se mais um simpósio dedicado ao trabalho dos AAM, tendo como tema central “Um aliado para os cuidados de qualidade”. Ao contrário de outros anos, em que o auditório enche com profissionais de várias unidades, o evento apenas poderá contar com AAM do HBA.


Teresa Simões

Os constrangimentos da pandemia impediram a realização do Simpósio em 2020, mas nunca colocaram em causa a formação e atualização dos profissionais, como explica Teresa Simões, em declarações à Just News:

“No último ano de pandemia, mais que nunca, os AAM mostraram um grande envolvimento e integração nas equipas multidisciplinares e esta é uma forma de destacar o excelente trabalho que fizeram.”

A enfermeira diretora sublinha ainda a relevância deste grupo no controlo e prevenção da infeção, sendo “realmente um verdadeiro aliado para a qualidade da nossa prestação de cuidados” a doentes covid e não covid.


Auxiliares de Ação Médica de várias áreas do HBA no último Simpósio, realizado em 2019

Partilha de experiências dos AAM

Sendo diversas as áreas de intervenção dos AAM na equipa pluridisciplinar de um hospital, no evento vai falar-se sobre as atividades que estes realizam na admissão à Consulta Externa, na preparação da unidade do doente no Serviço de Urgência, na sua colaboração no recobro e alta após a cirurgia. Mas não só.

Serão igualmente partilhadas experiências sobre o papel destes profissionais no transporte de doentes para fora do HBA, no transporte de sangue e amostras biológicas e na gestão dos bens e espólios dos doentes.

Para terminar, será abordado o tema da covid-19 e do seu impacto na equipa de AAM da Infeciologia, sendo as comunicações moderadas por enfermeiros, que colaboraram na elaboração das várias apresentações.



"Formação mais individualizada e prática"

No último ano, foram de facto vários os setores nos quais foi necessário dar formação contínua, apesar do impacto do novo vírus, o que obrigou a uma certa adaptação e inovação, espelhada no programa.

“A maioria dos AAM faz a sua formação no HBA, daí a realização de três cursos por ano. Como não foi possível ir por essa via, optámos por algo mais individualizado e prático”, disse Luísa Caldas, enfermeira coordenadora de Programas Transversais, que inclui a formação da área assistencial de Enfermagem.


Luísa Caldas

As mudanças no plano formativo não impediram bons resultados, segundo a enfermeira, que vê nesta iniciativa uma forma de dar maior visibilidade aos AAM que por vezes são mais “esquecidos no seu trabalho de bastidores”.

O programa do simpósio pode ser consultado aqui.


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