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Fraturas de Fragilidade: Consulta de Enfermagem «reduziu reinternamentos por refratura»

A Consulta de Enfermagem de Fraturas de Fragilidade do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) foi inaugurada em meados de 2019, primeiramente apenas realizada por uma enfermeira. Desde então, tem vindo a crescer e a seguir um maior número de doentes. Semanalmente, são efetuadas cerca de 10 primeiras consultas e 15 subsequentes.

“Há potencial para crescermos ainda mais, porque acabamos por acompanhar os nossos doentes na consulta, ao nível da gestão do seu regime terapêutico, até falecerem”, refere Andréa Marques, enfermeira do Serviço de Reumatologia.



"O enfermeiro tem um papel fundamental"

Com especialidade em Enfermagem Médico-Cirúrgica na vertente da doença crónica, Andréa Marques chegou aos Hospitais da Universidade de Coimbra em 2010. Tendo sido a primeira enfermeira a realizar esta consulta, mais tarde, juntaram-se a ela quatro colegas.

Caracterizando-a como uma “consulta multidisciplinar, onde o enfermeiro tem um papel fundamental, em colaboração com outros profissionais de saúde, o objetivo primeiro é identificar, através do Internamento da Ortopedia, quais os doentes que necessitam deste seguimento”.

De acordo com  Andréa Marques, aqueles que sofreram uma fratura de fragilidade que resultou de uma queda de baixo impacto "são os doentes elegíveis".


Andréa Marques

Educação para a "prevenção do risco de quedas"

Existindo um longo percurso de acompanhamento dos doentes, no primeiro contacto, procura-se “explicar à pessoa que a quebra do osso derivou de uma patologia que ainda não estava diagnosticada”.

Ao mesmo tempo, Andréa Marques realça o trabalho de “educação realizado no sentido da prevenção do risco de quedas e de intervenção na gestão dietética, que deve ser rica em cálcio e vitamina D”.

Na primeira consulta, “é instituído o tratamento farmacológico e não farmacológico de que os doentes necessitam e trabalhada a referenciação ou promovida a interligação com os colegas dos cuidados de saúde primários".

Já após esta consulta, são os enfermeiros que, por norma, asseguram o seguimento semestral dos doentes de forma autónoma. “Essencialmente, trabalhamos as vertentes da alimentação, do exercício físico e da adesão à terapêutica farmacológica”, descreve.



Nos casos em que os doentes já não têm capacidade de fazer essa gestão de forma autónoma, são também estes enfermeiros que trabalham estes aspetos com as famílias ou os cuidadores formais.

“Acima de tudo, procuramos capacitá-las para o risco de queda”, destaca, evidenciando que, “se o doente já não consegue manter o nível de autonomia que tinha antes, é preciso trabalhar com a família a substituição de algumas tarefas relativas ao autocuidado”.

E, com base na experiência e feedback que tem tido desde o arranque desta valência no CHUC, não tem qualquer dúvida: “Com esta consulta, conseguimos reduzir o número de reinternamentos por refratura”.



A notícia sobre a Consulta de Enfermagem de Fraturas de Fragilidade faz parte de uma reportagem mais alargada do jornal Hospital Público sobre o projeto de documentação informática das mais de 100 consultas de Enfermagem disponibilizadas no CHUC.

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