Laboratório Vascular do CHULN realizou 8000 exames de eco-Doppler em 2019

Quando, no final de 2012, Sónia Ribeiro foi convidada por Fernandes e Fernandes para integrar o Serviço de CV, cuja direção acabava de assumir, entregou-lhe a tarefa de abrir o que então designou por Laboratório de Eco-Doppler. Muito por vontade do atual diretor, Luís Mendes Pedro, chama-se agora Laboratório Vascular, estando localizado na Enfermaria do Serviço.

“Aceitei no mesmo dia”, recorda Sónia Ribeiro, que estava ligada à ultrassonografia cardíaca desde 2004. Sublinha o apoio que teve do coordenador da Cardiopneumologia do CHULN, Fernando Ribeiro, e da então enfermeira-chefe da CV.

Lembra que, com a sua integração, o objetivo era que “o Serviço tivesse efetivamente um elemento da Cardiopneumologia, para organizar a agenda, criar uma rotina de laboratório mais sedimentada e dar o apoio real de um elemento não cirurgião na realização dos exames e na padronização dos resultados”.

Só em 2017 passou a ter a companhia da sua colega Tânia Rafael, deslocada do Hospital Pulido Valente, quando a fusão dos serviços foi concluída. Paulo Batista, o terceiro elemento, juntou-se à equipa em junho de 2018, “transferido” da Neurologia, mas já cooperava com a CV e a Cirurgia Cardiotorácica em termos de monitorização cerebral por Doppler transcraniano no bloco operatório.


Paulo Batista, Sónia Ribeiro e Tânia Rafael

Sónia Ribeiro garante que “dão conta do recado”, tendo assegurado os cerca de 8000 exames de eco-Doppler realizados em 2019. Nesta atividade assistencial também estão incluídos os exames de doentes internados, o apoio a pequenos gestos de intervenção e avaliações mais diferenciadas com a utilização de contraste ultrassonográfico.

Na área académica, este grupo apoia a formação pré-graduada, na orientação de estágio dos alunos da Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa (ESTeSL) e na formação pós-graduada médica e de cardiopneumologistas.

Em simultâneo, tem colaborado com diversos grupos/projetos de investigação nas diversas áreas de intervenção cardiovascular. A equipa encontra-se também integrada na dinâmica científica e formativa do Centro Cardiovascular da UL, destacando-se a participação ativa de Sónia Ribeiro na sua Unidade de Angiogénese.


Sónia Ribeiro

Tendência para os cardiopneumologistas "ganharem protagonismo"

Confirmando que nem todos os serviços de CV em Portugal têm cardiopneumologistas, Sónia Ribeiro está convicta de que, também devido ao desenvolvimento tecnológico, "a tendência será para que estes técnicos venham a ganhar protagonismo".

Paulo Batista, esclarece ainda que, na Europa, "há locais com um modelo de funcionamento semelhante ao nosso", como a Holanda ou a Suécia, alguns estados da Alemanha ou os países nórdicos. Em contraste, em Espanha, por exemplo, "são os médicos ou enfermeiros especializados que asseguram os exames de eco-Doppler".

Os três cardiopneumologistas dizem ter uma relação próxima com médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e operacionais do Serviço de CV, mas também “estamos a criar uma dinâmica muito próxima com outras especialidades do CHULN”, afirma Sónia Ribeiro.

E cita o exemplo de colaboração com a Nefrologia, relativamente aos doentes de hemodiálise, bem como a integração na equipa de investigação de tromboses venosas, liderada pelo Serviço de Pediatria.



Equipa com competências diversificadas:

Sónia Ribeiro nasceu a 17 de agosto de 1981, em Lisboa, onde sempre estudou. Escolheu Cardiopneumologia “porque era o que me fazia sentido”, mas admite que também teve a influência de alguém próximo, “que era cardiopneumologista e me ajudou a decidir pela área”.

Trabalhou em instituições privadas nos primeiros tempos, tendo entrado em Santa Maria em janeiro de 2004. É licenciada em Cardiopneumologia na ESTeSL, em 2003 e mestre em Gestão da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da UNL, em 2011.

Tânia Rafael é natural do Faial, onde nasceu a 2 de janeiro de 1986. “Gostava da área hospitalar, mas não propriamente de medicina ou de enfermagem”, diz. Tirou o curso na ESTeSL e esteve um ano nos Açores a fazer um estágio remunerado antes de se mudar para a Urgência Geral de Santa Maria, em 2009, e depois para o Pulido Valente, no fim de 2012, onde ficou cinco anos na área vascular.

Licenciada em Cardiopneumologia na ESTeSL em 2008, é mestre em Tecnologia e Intervenção Cardiovascular pela ESTeSL-FMUL em 2013.

Paulo Batista, nascido a 5 de outubro de 1969, tirou o curso em Coimbra e ainda esteve três meses no IPO antes de aceitar o convite para iniciar em Santa Maria uma técnica nova, com o Doppler transcraniano, contratado pela FMUL.

Entraria para o quadro do Hospital de Santa Maria em 1994, mantendo-se ligado à Neurologia até 2018. É cardiopneumologista desde 1994 e mestre em Ciências da Educação pela Fac. de Motricidade Humana da Univ. Técnica de Lisboa em 2012.



Artigo publicado na revista Coração e Vasos de janeiro.

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