Internistas podem agora «construir o seu plano individual de formação para 2020»

O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou este ano, "pela primeira vez, um catálogo de formação, organizado por diferentes categorias de formação (diferenciadas em função dos objetivos de formação e público-alvo) e organizado também por áreas formativas".

Para Nuno Bernardino Vieira, coordenador do Núcleo de Estudos do FORMI, a divulgação do catálogo anual, com uma extensa lista de reuniões e ações de formação, é, por si só, uma importante mais valia para todos os internistas:

"Permitirá desde logo a todos os interessados poder selecionar atempadamente as atividades formativas de interesse e, assim, construir o seu plano individual de formação para o ano de 2020."

Uma formação "mais abrangente"

A par da novidade do lançamento do catálogo de formação, "o FORMI pretende cada vez mais abrir as portas também a outros profissionais de saúde".
 
Desta forma, "o processo de divulgação da sua atividade formativa será mais abrangente e ultrapassará os limites da Medicina Interna", revela o assistente hospitalar de Medicina Interna na Unidade Hospitalar de Portimão.


Nuno Bernardino Vieira

O responsável, que coordena igualmente o Centro de Formação, Investigação e Conhecimento (CFIC) do CHUAlgarve, explica que este empenho pela "abrangência" formativa será ainda mais transversal:

"Em 2020 vamos inclusivamente mais além. Pela primeira vez o FORMI vai desenvolver ações de formação especialmente dirigidas para não profissionais de saúde."

Assim, a SPMI passa a "abraçar também o desafio de trabalhar na educação para uma vida mais saudável e na promoção da literacia em saúde na comunidade", esclarece Nuno Bernardino Vieira.

Contudo, assegura igualmente que "a formação e capacitação dos internistas e dos internos de Medicina Interna continua a ser a prioridade de atuação".




Coordenado por Nuno Bernardino Vieira, a equipa do Núcleo de Estudos do FORMI integra ainda outros internistas: Andreia Vilas-Boas, José António Mariz, Luísa Guimarães, Ricardo Fernandes e Ricardo Louro.

"Ainda podemos crescer muito mais"

Também o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, João Araújo Correia, partilha do mesmo entusiasmo de Nuno Bernardino relativamente à utilidade e potencial ainda por explorar do FORMI.

O médico considera mesmo que "o Centro de Formação da SPMI tem tido um crescimento exponencial desde a sua criação, no final de 2015". Para tal, tem também sido relevante "a colaboração inestimável dos nossos 21 Núcleos de Estudo (NE), que não param de desenvolver novos conteúdos".

Segundo João Araújo Correia, o próximo passo passa por um maior investimento nos cursos não presenciais, uma vez que "a capacidade do Centro de Formação está quase esgotada".

Desta forma, acrescenta, "nos cursos à distância, ainda podemos crescer muito mais, desde que os Núcleos de Estudo o queiram fazer, o que também possibilitaria à SPMI entrar em programas de cooperação com o Brasil e África, com a língua a unir-nos!"


João Araújo Correia

A propósito do lançamento do primeiro catálogo de formação, o presidente da SPMI recorda também uma importante conquista no processo de crescimento do Centro de Formação, o "processo muito exigente da Certificação DGERT:

"É uma distinção que nos dá a garantia da qualidade do que fazemos, abrindo-nos muitas possibilidades. Mas, é também uma forma de nos lembrarmos que a nossa formação tem de continuar a ser de excelência, para que nada nem ninguém nos possa pôr em causa!"

E sublinha: "Temos tido vários exemplos de cursos com várias gerações de internistas, juntos na mesma ânsia de saber." Uma realidade que leva o presidente da SPMI a enaltecer os internistas, pois "mantêm a curiosidade ao longo dos anos e nunca se acomodam!". 

O Catálogo Anual de Formação pode ser consultado aqui.



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