Serviço de Cardiologia A do CHUC vai ter sala híbrida para implantação de próteses valvulares

O combate à doença valvular cardíaca (DVC) dará um passo significativo no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra quando no seu Serviço de Cardiologia A, dirigido por Mariano Pego, for inaugurada, nos próximos meses, uma sala híbrida.

O anúncio foi feito por aquele cardiologista na sessão de abertura da reunião Coração no Centro, que fez passar pelo auditório dos CHUC, ao longo dos dias 7 e 8 de outubro, mais de meio milhar de participantes. Nas jornadas de 2016, cuja primeira edição teve lugar há 17 anos, discutiram-se precisamente as valvulopatias e o seu estado da arte.



A abertura da referida sala híbrida, que envolve a colaboração dos serviços de Cardiologia B e de Cirurgia Cardiotorácica dos CHUC, permitirá dar início a um programa de implantação de próteses valvulares por via percutânea e de mitraclip.

Para Mariano Pego, trata-se de uma demonstração da dinâmica do Serviço de Cardiologia A, que se tem “empenhado fortemente no combate à DVC, quer pela via da informação, quer pela via da formação, quer ainda pela diferenciação no tratamento que oferece aos pacientes que nos procuram neste centro hospitalar”.



O presidente do Coração no Centro dirigia-se a todos os que se encontravam presentes no auditório, incluindo quem partilhava consigo a mesa de abertura: José Pedro Figueiredo (diretor clínico dos CHUC), Américo Figueiredo (vice-diretor da FMUC), Carlos Cortes (presidente da Secção Centro da OM) e Maria João Ferreira (vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia).

Embora não sendo tão frequente como a insuficiência cardíaca ou a hipertensão, a doença valvular cardíaca “é uma entidade muito importante e que se apresenta com novos desafios”, referiu Mariano Pego.

E embora a diminuição contínua da febre reumática, no Mundo Ocidental, tenha contribuído para reduzir a incidência da doença valvular reumática, acontece exatamente o contrário relativamente à doença valvular degenerativa.



“A frequência da DVS degenerativa aumenta com a idade. Como a expectativa de vida e a proporção de idosos na população em geral está a aumentar, é esperado que o número de pacientes não pare de crescer no futuro”, sublinhou.

O seu diagnóstico é, atualmente, “dominado pela imagem não invasiva, especialmente pela ecocardiografia, que se tornou no padrão para avaliar a estrutura da válvula e sua função”.

Mariano Pego lembrou que o tratamento da DVC beneficiou não só do contínuo progresso tecnológico das próteses valvulares utilizadas, mas também do desenvolvimento das técnicas cirúrgicas conservadoras. Mas salientou igualmente a evolução na cardiologia de intervenção, nomeadamente na colocação de próteses valvulares por via percutânea, casos da válvula aórtica e pulmonar, bem como do mitraclip na válvula mitral.



Recordando que a DVC ocorre habitualmente com múltiplas comorbilidades a que é preciso acorrer e que pode originar várias complicações, Mariano Pego garantiu que o Serviço de Cardiologia A dos CHUC “tem-se empenhado no combate a estas doenças”.

Têm sido definidas “estratégias adequadas, de forma a conciliar qualidade assistencial e contenção de custos, tendo sempre como objetivo principal beneficiar os doentes que nos procuram”, disse. E não deixou de referir os dados recentes do Instituto Nacional de Estatística sobre a esperança de vida à nascença e aos 65 anos, que registam “um aumento significativo na Zona Centro do país”.


José Figueiredo, Maria João Ferreira, Mariano Pego, Carlos Cortes e Américo Figueiredo.

As jornadas, realizadas há 17 anos e pela quarta vez intituladas Coração no Centro, foram organizadas pelo Serviço de Cardiologia A dos CHUC e pela Unidade Curricular de Patologia Torácica e Vascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Tiveram o patrocínio da ARS Centro, Ordem dos Médicos, FMUC e Sociedade Portuguesa de Cardiologia.


Luís A. Providência com Mariano Pego.

Para além de Mariano Pego, a Comissão Organizadora integrou Rui Martins, Graça Castro, Maria João Ferreira, Vítor Matos e Rui Baptista. Luís A. Providência, o anterior diretor do Serviço de Cardiologia A dos CHUC, foi o presidente de honra.

A reunião incluiu um curso pré-congresso, “A doença valvular na prática clínica”, que teve 170 participantes e foi destinado a internos de Cardiologia, Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar.








Comissão Organizadora: Maria João Ferreira, Mariano Pego, Graça Castro e Rui Martins e (ausentes na foto) Vítor Matos e Rui Baptista.




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